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História do Projeto Raça
Tudo começou na Vila Olímpia - Campinas (São Paulo) um bairro que foi formado por famílias carentes que moravam em favelas ou foram retiradas de área de risco, e hoje vivem em moradias populares.
Estamos em uma região carente, onde cada um ajuda o próximo da maneira que pode, e eu como felizmente tenho a habilidade de ensinar um esporte (Tae Kwon Do) estou dando a minha colaboração, ajudando crianças carentes - crianças, jovens - que não tem a oportunidade ou recurso para praticar esse esporte.
Quem eu sou: Professor Andson Abel da Conceição, faixa preta 2ª Dan de Tae Kwon Do, pratico esportes há 21 anos. Iniciado há quatro anos, o Projeto Raça (uma escolinha de Tae Kwon Do, esporte popular na Coréia). As aulas começaram numa garagem de chão batido emprestada por um morador do bairro.
Os pequenos atletas não têm os equipamentos básicos, mas esbanjam cortesia, integridade, perseverança e autocontrole. Ali é possível observar os princípios básicos do Tae Kwon Do, muito bem representado. Ninguém paga nada para treinar. E como não existe mensalidade o professor Andson Abel da conceição, também não ganha nada. Não ganha nada? Muito pelo contrario, faz o que gosta, e incentiva as crianças tirarem notas boas na escola e bom comportamento em casa e na rua. Porem sua situação é de desemprego e vive de bicos para manter sua família. Casado pai de três filhos não mede esforços para manter o projeto.
Em meio à situação difícil de não poder mais treinar na garagem emprestada, a quantidade de crianças e barulho nos fez treinar no meio da rua um ano e meio. Passando pelas diversas dificuldades, como por exemplo, muitos carros passando, pessoas alcoolizadas, consumindo cigarros e drogas, mais uma vez o projeto teve que mudar de local, indo para o fundo da casa do professor, quintal de terra onde teve que forrar o chão com tapetes, papelão e lençóis, para colocar o tatame para as crianças treinar.
Com o tempo e com algumas arrecadações (as crianças saíram vendendo pedaço de bolo, rifas etc...) conseguindo assim dinheiro para cimentar o quintal onde eles treinam com muitas outras dificuldades. Hoje o local é coberto por uma lona que já esta muito precária, prejudicando dias de muito calor ou chuva. Mesmo com tantas dificuldades o projeto participa de vários campeonatos em cidades diferentes, é um meio de motivar as 250 crianças a continuarem no projeto. Esta locomoção de um lugar para outro também é difícil porque todo campeonato o projeto leva de 40 a 50 crianças, gerando dificuldades de transporte, lanche, dinheiro para inscrição, protetores e pior de tudo, nem todas as crianças tem a dobo (uniforme usado na competição) um empresta para o outro. Eles também passam por varias discriminações (são chamados de favelados, mortos de fome e que não tem dinheiro para pagar academia).
Mas com toda essa discriminação eles mostram mesmo o verdadeiro sentido da palavra raça, não desistindo nunca e mostrando a diferença na quadra conquistando a vitória. Apesar de todas as dificuldades em todos os campeonatos que o projeto raça participa se destaca em maior numero de atletas, medalhas e troféus.
Contamos com a colaboração de todos aqueles que possam ajudar nosso projeto, como fez o desenvolvedor de nosso site, Wagner, além de todos os colaboradores que unem forças conosco para que o nosso ideal seja vitorioso e tenha sabedoria de alcançar seus objetivos, que nossos pequenos grandes guerreiros possam trilhar seu caminho de ouro, se tornando exemplos de sucesso e perseverança.
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